29 de setembro de 2017

OS ALIADOS E A CASCATA DO SIZA


Quem passa de carro quase não a nota. Mas naquela manhã de sábado, no início de Junho (como o tempo corre!), fiz os Aliados a pé, desde a Praça da Liberdade até à Câmara. Toda a zona central da avenida foi, como se diz agora, "intervencionada" pela dupla Siza Vieira - Souto Moura. E foi lá em cima que, para surpresa minha, descobri a tal cascata, com a água a escorrer pelos degraus altos e a ficar retida num espelho de água. Resolvi parar mesmo ali e fazer um desenho:



A manhã estava linda, com uma aragem cálida de Primavera. Mas foi preciso chegar o Outono para eu dar finalmente cor ao desenho – cor q.b., por sinal! No local, as linhas ficaram bem mais sóbrias:


25 de setembro de 2017

BEACH BODIES II


Se não me despacho, não tarda nada chega o Inverno e ficamos com arrepios ao ver gente em traje de banho... Segundo conjunto da série "playera", com mais seis veraneantes, estes todos de inspiração "catwalk": 


Já só falta mais um para terminar esta longa empreitada das pessoas vistas de trás a caminhar.

4 de setembro de 2017

BEACH BODIES I


Agora que o Verão se aproxima do fim é que eu venho falar de praia — ou melhor, de quem por ela se passeia, na areia molhada, pela orla das ondas. De biquíni ou calção de banho, com ou sem chapéu, rápido ou devagar, com companhia ou solitariamente. Uns mais pálidos, outros mais tostados. Comum a todos, uma vez mais, a perspectiva — olhados de retaguarda:


31 de agosto de 2017

DO PÊSSEGO AO CHOCOLATE


É tão interessante tentar captar a diversidade das cores da pele humana. A paleta é realmente extensa, nada tendo a ver com a antítese Ebony and Ivory que cantavam Paul McCartney e Stevie Wonder. Misturando carmim e ocre em diferentes proporções e densidades conseguem-se os tons mais rosados, pálidos ou amarelados da pele caucasiana. Com os terra de siena crus e queimados lá se vai dando alguma ideia de tudo o que se mistura para além disso e que em nada se equaciona com a cor negra. Aqui ficam dois exemplos de cada, por sinal em corpos particularmente esbeltos e harmoniosos – também eles em caminhada de afastamento:


26 de julho de 2017

IDADES


Mais um da série "pessoas que se afastam". Desta vez, aconteceu desenhar o que parecem ser estádios etários bem distintos: a infância, a adolescência, a idade adulta e a terceira idade. É curioso ver-se a diversidade das indumentárias, aqui enriquecida por um pozinho de especiarias da Índia:




19 de julho de 2017

UM HOMEM E TRÊS MULHERES


Não, não é poligamia. É apenas a combinatória inversa do "post" anterior, feita igualmente ao acaso e com a mesma temática: figuras aleatórias a caminhar pela rua, vistas de costas. Também aqui se misturam as estações, mas desta vez igualmente as mãos: há um casal que caminha de dedos enlaçados. Já as senhoras protegem as mãos do frio metendo-as nos bolsos.


17 de julho de 2017

VERÃO VS. INVERNO


Cá continuo, toda divertida, com os meus estudos de pessoas em movimento. Desta vez, uma indumentária de Verão, feminina, lado a lado com três espécimes invernosos, masculinos. Só o cão é uni-estação – e de sexo indefinido. Deixemo-lo assim, qual ser angélico a vogar por esferas livres, sem normas nem atavios. (Mesmo nessa dimensão, fazia-lhe bem uma dieta.)




13 de julho de 2017

GENTE QUE PASSA


Dois estudos sobre a figura humana:



Poucas coisas me dão mais prazer do que desenhar pessoas. Estas, cheias de Verão e tranquilidade, sabem-me já a férias...

10 de julho de 2017

DIRECTAMENTE DA TATE MODERN PARA MINHA CASA


Vejam a tela que tenho ali na entrada:


Sabem de quem é? Sim, é de um artista de renome internacional, que me deixou endividada até ao fim dos meus dias. Antes de aceitar apostas, avanço com a revelação da autoria, dando provas gráficas e circunstanciais abaixo:

29 de junho de 2017

SHEFFIELD TOWN HALL


O que desenhei não foi bem a Câmara Municipal – um edifício neo-gótico da época vitoriana – mas as traseiras, com a torre sineira e a praça adjacente:



Sentada literalmente no chão, no vão de uma loja, não tardou que começasse a ser abordada por outras criaturas errantes: "Very nice, love!", iam-me dizendo os sem-abrigo.


Um casal de motards, cheios de tatuagens e piercings, veio perguntar-me se sabia onde era o pub "The Red Deer". Pensavam que eu era dali (às tantas julgaram que era o meu begging spot habitual)! O dia estava cinzento, mas de vez em quando o azul do céu surgia, iluminando tudo.

26 de junho de 2017

THE DIAMOND


É um edifício ultra-moderno, todo em losangos, facetado como um diamante. Fica ao lado de um prédio bem mais vetusto, com o tijolo tão típico de Sheffield e de outras zonas centrais de Inglaterra. Foi junto a este que fiz um dos meus desenhos na semana passada:



É no Diamante que funciona a Faculdade de Engenharia, mesmo em frente ao Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais. Quatro dias na Universidade de Sheffield têm a vantagem de não nos desterrarem para longe da cidade, como já me aconteceu tantas vezes. Aqui os edifícios das várias faculdades espalham-se harmoniosamente pelas ruas do centro histórico. Estava um dia límpido e menos quente que os anteriores. A "heat wave" felizmente tinha passado. Que bela oportunidade para desenhar!


9 de junho de 2017

PASSARADA


Gosto de pássaros. Sou aquele tipo de pessoa que quando vai à feira pára nas tendas de periquitos, canários e quejandos com sorrisos de prazer. Sim, já sei, esses são pássaros enjaulados e isso é errado, condenável, blá-blá-blá. Ok, prendam-me também a mim como castigo, mas a verdade é que essa é a única maneira que tenho de os ver de perto. E acho-os adoráveis, com aquelas patinhas finas, o corpo vibrátil e os olhos muito vivos. Não sendo ornitóloga nem bird watcher, contento-me com isso e com ... desenhá-los! Deixo hoje aqui uma amostra ao acaso, de espécies não-relacionadas, unidas apenas na delicadeza do porte e na diversidade da cor:

Aquela bolinha amarela ali no meio é em honra dos meus dois canarinhos, que me acompanharam por longos anos em fases bem diferentes da minha vida. O nº 2, de nome Jacinto, andava solto dentro de casa, esvoaçando alegremente por aqui e por ali, mas não se afastando muito da gaiola. Nunca chegou a aprender as habilidades do Pimpim, o meu canário nº 1, que andava sobre o meu ombro e voava FORA de casa, voltando sozinho, todo contente, para a sua gaiola. 
     Acordo muitas vezes a ouvir o chilrear dos pássaros. Julgo que essa é até a definição habitual do despertar perfeito, não é? E sei, obviamente, que esse é o despertar perfeito para os pássaros – em liberdade. Mas, havendo tantos passarinhos à espera de ser adoptados e acarinhados, sem hipótese já de vida alternativa uma vez que foram criados em cativeiro, creio que vou reincidir. Não me batam, vá. 😇

31 de maio de 2017

SÓ PORQUE ABOMINO CAÇA...


... um nome novo para o blogue!

Sim, detesto caça e tudo o que se relacione com infligir a morte a animais livres e saudáveis por alegado "desporto". Repugna-me. Ultrapassa-me. Só de ver imagens de criaturas (humanas), aqui ou em África, exibindo troféus de caça, fico indisposta e contrita, como se estivesse a testemunhar um crime.

Por isso, é absurdo ter um blogue com um título correlato. Devia estar muito metafórica quando o escolhi. Vou, portanto, mudá-lo para um termo neutro, que não adianta nem atrasa, mas que pelo menos não me causa repulsa: "colecionadora". Voilà. O cabeçalho e a apresentação que a seguir evoco vão por isso ficar fechados no passado:


Mais vale tarde do que nunca...

27 de maio de 2017

JÁ SOU REINCIDENTE


Logo após a publicação do "Portugal por/by Urban Sketchers", eis que surge mais um atentado às nossas florestas. Desta feita, é o "Porto por/by Urban Sketchers", publicado pela Ponto M, numa requintada edição de capa dura e esmerado cuidado gráfico. (Tenho este 'post' atrasado, pois o lançamento já foi há mais de um mês, no dia 8 de Abril.) A capa, com um lindo elástico lateral preto "à la Moleskine", é assim:





Eu poluo o volume com quatro contributos de sotaque à Porto:



Nestas duas páginas aqui em cima, está à esquerda o meu desenho do Largo Mompilher (que publiquei aqui) e à direita um outro – um dos meus primeiros ensaios de urban sketching – do Largo do Terreiro, na Ribeira (aqui). A seguir, o livro abre-se na minha aguarela bem garrida da Serra do Pilar, de um lado (ver aqui), e na do Passeio de São Lázaro, do outro (aqui):



Apesar disto, garanto que o livro merece ser visto e folheado lentamente. É um belo tributo conjunto a uma bela cidade.

7 de maio de 2017

CORES E DOLORES


Com as cores de Cuba, o cigarro na mão, as argolas, as tatuagens, o olhar desafiador e toda a juventude do mundo. É a Dolores – outra modelo Sktchy. Agora estou nesta onda.